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Gray Matters — Artigo 03: A aprendizagem baseada em projetos prepara adequadamente os estudantes para exames de Colocação Avançada?

A aprendizagem baseada em projetos (PBL, na sigla em inglês), com foco na solução de problemas reais, é mais frequentemente recomendada em detrimento de currículos com mais ênfase em exames, como a Colocação Avançada (AP, na sigla em inglês). Em cursos tradicionais de AP, os professores geralmente usam a instrução direta para abordar uma ampla variedade de conteúdo necessário para a realização dos exames. Por outro lado, em cursos de PBL, são propostos projetos com ênfase no aprofundamento em vez da variedade do conteúdo. Isso significa que, apesar de o escopo de temas abordados ser menor, os tópicos são estudados de maneira mais aprofundada. Devido a essas características, críticos da abordagem de PBL argumentam que a metodologia usada não é capaz de preparar os estudantes de maneira adequada para atender às exigências dos exames preparatórios e das atividades desenvolvidas na universidade. Há exemplos bem fundamentados de casos em que o método de PBL foi usado de maneira criteriosa de modo a atender a essas exigências?

A iniciativa Knowledge in Action (KIA)

A iniciativa Knowledge in Action (KIA), patrocinada pela George Lucas Educational Foundation (GLEF), promove a elaboração e a disseminação de cursos preparatórios para admissão em universidades que usam o método de PBL de maneira criteriosa, além de pesquisas sobre os resultados alcançados. Veja abaixo os cinco princípios que definem a abordagem da KIA ao método de PBL:

  1. A qualidade dos projetos é a espinha dorsal dos cursos, e não algo secundário.
  2. Os projetos ocorrem em ciclos sucessivos e interligados, sendo que cada um dá continuidade ao anterior.
  3. O engajamento suscitado desperta nos alunos o interesse no conhecimento como uma necessidade.
  4. Os professores participam da criação e do desenvolvimento das atividades.
  5. Os cursos são pensados de tal forma que é possível adaptá-los para serem usados por mais estudantes.

Essa linha de pesquisa recebeu, em 2013, o prêmio Exemplary Research in Social Studies Award do Conselho Nacional para os Estudos Sociais (National Council for the Social Studies ou NCSS).

Resumo de um experimento da KIA

Questão estudada na pesquisa: é possível usar a aprendizagem baseada em projetos em um curso de AP do Ensino Médio sobre governo e política dos EUA para melhorar os resultados nesses exames?

Foi feita a comparação entre os cursos de AP tradicionais e aqueles que usam o método de PBL em quatro cenários diferentes de disciplinas em quatro escolas. Havia um total de 289 estudantes. O grupo de controle era composto por 114 alunos que participaram de cursos tradicionais de AP, e o grupo experimental continha 175 estudantes que fizeram cursos de PBL. A comparação dos alunos teve como base os resultados do exame de AP e um exame referente ao cenário específico, em que os alunos precisaram aplicar em novas áreas os conhecimentos adquiridos no curso.

Resultados

Resultados do exame de AP: os estudantes do curso de PBL apresentaram resultados significativamente melhores no exame de AP do que aqueles que fizeram cursos tradicionais. Como o número de estudantes do curso de PBL que realizou o exame de AP foi bem maior do que o de alunos do curso tradicional (98% a 73%, respectivamente), a diferença das notas pode ser ainda maior do que a indicada na pesquisa.

Resultados do exame de cenário específico: não houve diferença significativa no desempenho. Segundo os autores, esse resultado ocorreu devido ao efeito-chão, isto é, o nível de dificuldade do exame foi tão elevado e o tempo estipulado para realizá-lo foi tão reduzido que todos os alunos apresentaram um desempenho pouco satisfatório.

De acordo com os autores, a diferença no desempenho do exame de AP sugere que cursos que usam o método de AP geralmente dão ênfase à aquisição de conhecimento rápida e superficial em detrimento de uma aprendizagem significativa, o que resulta em baixas retenção de memória e transferibilidade. Por outro lado, a abordagem de PBL da KIA enfatiza a aprendizagem conceitual mais aprofundada e a capacidade de transferência adaptativa, que geram elevadas retenção de memória e transferibilidade.

Conclusão

Os resultados da iniciativa KIA constataram que o método de PBL usado de maneira criteriosa é capaz de preparar os estudantes de modo efetivo para atender às exigências dos exames preparatórios e das atividades desenvolvidas na universidade. Assim, é recomendado levar em consideração a metodologia da KIA e os cinco princípios de elaboração ao desenvolver cursos de aprendizagem baseados em projetos.

Essa pesquisa se aplica a você, seus estudantes ou seus filhos? Adoraríamos saber sua opinião. Deixe um comentário ou envie um e-mail.

Referências

  1. EDUTOPIA. Site da George Lucas Edicational Foundation. Disponível em: http://www.edutopia.org/knowledge-inaction-PBL-research.
  2. PARKER Walter; LO Jane; YEO Angeline Jude; VALENCIA Sheila W; NGUYEN Diem; ABBOTT Robert; NOLEN Susan; BRANSFORD John; VYE Nancy. Beyond Breadth-Speed-Test: Toward Deeper Knowing and Engagement in an Advanced Placement Course. American Educational Research Journal, v. 50(6), p. 1424–1459, dez. 2013.
  3. PARKER Walter; MOSBORG Susan; BRANSFORD John; VYE Nancy; WILKERSON John; ABBOTT Robert. Rethinking Advanced High School Coursework: Tackling the Depth/Breadth Tension in the AP US Government and Politics Course. Journal of Curriculum Studies, v. 43(4), p. 533–559, 2011.

A Gray Matters tem como objetivo oferecer respostas baseadas em pesquisa a dúvidas que geralmente surgem entre docentes e na comunidade de ensino. A Gray Matters é publicada pelo grupo Tiger Works Research & Development da Avenues.

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